Quando o estresse prolongado adoece.

Muitas vezes nós vivemos uma rotina insalubre por vivermos numa sociedade que nos exige isso.

Acordamos cedo, passamos horas no trânsito, trabalhamos por 8 horas (ou mais) em um ambiente que muitas vezes é tóxico, mais horas no trânsito.

E não é só, algumas vezes temos uma segunda jornada como estudo, cuidar da casa ou filhos. Isso quando não se tem mais um ou dois trabalhos.

Além disso, esquecemos que não somos máquinas de produção e quando menos percebemos adoecemos fisicamente. Nos recuperamos e pouco tempo depois, adoecemos novamente.

Quando isso acontece pode ser que não seja mera coincidência.

Isso pode se dar pelo fato de não sermos as máquinas que acreditamos e, por isso nosso corpo pode entrar em colapso e adoecer.

Mas essa não é uma doença como as outras, onde exames fazem a detecção. Vai além, é uma doença “invisível” chamada Síndrome de Burnout.

Afinal, o que é Burnout?

A Síndrome de Burnout foi descrita pela primeira vez na década de 1970 por Freudenberger. Burnout significa queima ou combustão total.

Muitos autores debatem a síndrome, alguns focando que suas causas derivam apenas do estresse vivenciado no trabalho.

Contudo, a maioria é consenso de que o burnout se dá após uma exposição prolongada a situações que levam a pessoa à exaustão.

Assim como outras doenças psíquicas os sintomas são variados e podem levar a doenças físicas.

Desse modo, os principais sintomas psíquicos são irritabilidade, falta de energia, descontentamento, desesperança, tristeza, ansiedade e muitas vezes pode ser o gatilho para a depressão.

Também podem surgir sintomas físicos, como por exemplo pressão alta, problemas cardiovasculares, viroses no geral, diabetes, entre outras doenças.

Como pode ser o Burnout

A Síndrome de Burnout pode ser como uma bola de neve, levando a sentimentos inimagináveis por nós. Por exemplo, a adoção atitudes de instabilidade e insensibilidade com o outro, sentimento de incompetência e frustração. Obviamente o ambiente de trabalho atualmente é mais propício ao desenvolvimento da síndrome.

Ambientes extremamente competitivos, com muita cobrança e comparação de desenvolvimento pessoal e profissional são pratos cheios no desenvolvimento de Burnout. Mas, diante da nossa realidade atual como fugir desse problema?

O que fazer para tratá-lo?

Reconhecer que ele existe ou pode vir a existir já é o primeiro passo. Dificilmente conseguimos sair de um quadro desses sem ajuda.

Ademais, pedir ajuda não é sinônimo de fraqueza e sim de força. Força de reconhecer que não podemos sair sozinhos de uma situação que vem nos adoecendo.

A terapia é um dos caminhos mais eficazes para o tratamento da Síndrome de Burnout. Entretanto, em alguns casos é necessário o acompanhamento psiquiátrico para o uso de medicamentos. Isso vai restaurar seu funcionamento psíquico normal.

Contudo, a terapia ajuda a conhecermos nossos limites e a compreendermos que não somos máquinas de alta performance, evitando que a síndrome continue a se desenvolver ou volte a nos assombrar.

Por fim…

Ter um tempo para você e para se cuidar é um grande aliado no combate a este problema que vem aumentando consideravelmente nos últimos anos. Iniciar um tratamento psicoterápico é um caminho sem volta: aprendemos a nos respeitar e acima de tudo, nos cuidar.

Vieira, Isabela. 2010. Conceito(s) de burnout: questões atuais da pesquisa e a contribuição da clínica. Online. Disponível em: < https://www.redalyc.org/html/1005/100515726009/ > Acesso em: 23/04/2019

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